quarta-feira, 8 de abril de 2015

O Ogro de Bakú volta aos tabuleiros


O ex campeão mundial Garri Kasparov enfrentará em match de partidas rápidas e blitz ao grande mestre inglês Nigel Short, durante os próximos dias 25 e 26 de abril. A cita se realizará no Saint Louis Chess Club, atual sede do nacional estadunidense. Kasparov e Short se enfrentaram, no ano 1993, com o título mundial em jogo, em duelo lembrado por ter marcado o afastamento de ambos os enxadristas da FIDE -e o começo do cisma que acabou nesses anos com dois campeões mundiais ao mesmo tempo-

domingo, 5 de abril de 2015

Mariya Muzychuk é a nova campeã mundial


Realizado o Campeonato Mundial feminino pelo sistema de eliminatórias, com 64 participantes encabeçadas por Humpy Koneru, Ju Wenjun e Anna Muzychuk. Na final se enfrentaram a ucraniana Mariya Muzychuk com a russa Natalija Pogonina, vencendo a primeira por 2½-1½.
Na quarta -última da série de partidas em ritmo clássico- Muzychuk levou as peças brancas, e um empate lhe alcançaria para obter o título. A ucraniana escolheu uma variante muito quieta da abertura dos Quatro Cavalos, respondendo a russa com uma variante pouco ortodoxa na procura de complicações. A primeira jogadora ficou algo melhor já na abertura, e o resto da partida se desenvolveu entre essa avaliação e o equilíbrio, que a condutora das pretas devia evitar se translade ao resultado. Por isso foi evitando linhas com simplificações, porém nesse cenário as melhores chances foram sempre para as brancas. Muzychuk explorou a sua iniciativa para realizar uma passagem a um final com torre e três peões contra torre, cavalo e peão, onde seus peões -livres na ala de dama- ofereciam uma compensação adequada, assegurando a divisão do ponto. O resultado final, empate, consagrou a Mariya Muzychik co-mo campeã mundial.
A nova campeã é a irmã mais nova da grande mestre Anna Muzychuk, que nesta prova chegou até quartos de final, onde foi eliminada por Pia Cramling. Nascida o 21 de setembro de 1992, Mariya possui também o título de mestre internacional absoluto, assim como o de grande mestre feminina. Pelas regras da FIDE, ela deve defender seu título ainda este ano, em match ante a ex-campeã mundial Hou Yifan.

sábado, 4 de abril de 2015

Muzychuk se mantem na liderança após empate na terceira partida


A terceira partida da série acabou em empate após um trâmite de muita luta no território da Semieslava. As brancas, conduzidas por Pogonina, voltaram a aplicar o mesmo esquema anti-Merano que na primeira partida do match, e obtiveram iniciativa em posição com peça por três peões. Muzychuk realizou um bom contrajogo na ala de dama para equilibrar as chances e depois, explorando o fato das brancas não ativarem suas peças, ganhar as melhores chances mediante a utilização da sua maioria de peões na ala de dama. No momento certo, Pogonina realizou uma boa decisão prática, trocando peças e permitindo a passagem a um final de torres inferior, com material a menos, porém defensável. A divisão do ponto foi a consequência lógica da posição, embora as pretas tivessem chances de criar mais complicações. A enxadrista russa, que leva hoje as peças pretas, necessita de forma imperiosa uma vitória para equilibrar o placar na última partida da série.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Muzychuk vence na segunda partida


A segunda partida da final do Campeonato Mundial feminino que se celebra em Sochi, Rússia, entregou uma vitória para Mariya Muzychuk, que da assim um passo importante na luta pelo título mundial. 
A ucraniana surpreendeu com a sua escolha de abertura (Ruy Lopez, em vez da costumeira Escocesa) e Natalija Pogonina, para não ser menos, utilizou a variante Breyer, que nunca antes tinha utilizado. A condutora das pretas equilibrou com facilidade e chegou a ter vantagem devido à fraquezas nos qua-dros negros da primeira jogadora, porém no momento certo não concretizou e permitiu que as brancas recuperem a posição mediante uma ruptura em f4. Na luta posterior, com Muzychuk mostrando uma estrutura mais fraca, compensada pela atividade das suas peças, este último fator acabo sendo o mais importante. 
A falta de duas partidas, Muzychuk lidera por 1,5 - 0,5. Hoja é a terceira partida do match (penultima) com Pogonina levando as peças brancas

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sochi: um round de estudo


A primeira partida da final do campeonato mundial feminino, celebrada em Sochi entre Natalija Pogonina (Rússia) e Mariya Muzychuk (Ucrânia) acabou na divisão do ponto, com a russa levando as peças brancas. 
O jogo começou com uma Semieslava, variante anti-Merano, seguindo por uma das linhas mais populares, até o lance dez, onde Muzychuk se desviou da mais usual 10...Bb7. A partida continuou dentro da teoria até o lance 16, onde a ucraniana se desviou dos antecedentes com 16...Cd7 (Arsovic - Kosic, Iugoslávia ch 2002 e posteriores) introduzindo a nova ideia 16...Be6, sem temer os possíveis peões dobrados em f6. Pogonina não aceitou o convite e no seu lugar manteve os bispos. O jogo foi-se simplificando, com as brancas obtendo alguma iniciativa entre os lances 25 e 28, porém depois disso a posição se equilibrou e tudo finalizou em um final inofensivo com dama e bispo por lado. Como dizem no box, um round de estudo.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Pogonina se recupera e alcança o desempate ante Cramling


As duas semifinais vão ao desempate. Natalija Pogonina (foto) se recuperou da derrota do dia prévio e venceu em boa partida a Pia Cramling, levando as peças brancas em uma Siciliana O´Kelly. A sueca evidentemente utilizou essa variante -não muito popular na prática- com a intenção final de transpor à sua favorita Paulsen, mas a russa cortou de pleno essa tentativa ao jogar 3.Be2!? e levar o jogo a rápidas complicações táticas. As peças de Pogonina acabaram sendo as mais ativas e no final realizou um bonito arremate (38.Cd7+!). No outro duelo, Harika Dronavalli e Mariya Muzychuk empataram novamente após lutada partida que começou com a linha b3 da Holandesa, tratada originalmente pelas pretas (5...c5!?). As brancas obtiveram um final de torre e quatro peões contra torre e três, mas todos os peões estavam no mesmo setor e não se quebrou o equilíbrio. Com o placar igualado, ambos os enfrentamentos vão ao desempate de partidas rápidas (e se preciso, blitz e armageddon), hoje.

domingo, 29 de março de 2015

Pia Cramling começa ganhando na semifinal do mundial feminino


Sochi: as semifinais começaram com duas partidas interessantes e muito lutadas. A sueca Pia Cramling (foto) deu um passo adiante importante ao vencer levando as peças brancas a Natalija Pogonina. Cramling obteve uma pequena vantagem no seu tratamento do Gambito de Dama ante a variante Lasker, que foi administrando até chegar a um final de uma torre por lado. Com mais espaço, procurou rupturas que permitiram ativar o rei, o que lhe deu boas chances práticas. A criação de peões livres foi o fator decisivo da concretização, junto a uma boa técnica. Na outra partida, e quando parecia que Mariya Muzychuk podia obter as melhores chances com as peças brancas, uma oportuna reação de Harika Dronavalli concedeu contrajogo que foi suficiente para a divisão do ponto. O jogo tinha começado com uma versão pouco usual da Escocesa (a linha 4...Bb4+)