quinta-feira, 26 de março de 2015

Brilhante vitória de Mariya Muzychuk


Mariya Muzychuk (foto) e Zhao Xue começaram a quarta rodada do Mundial feminino que se celebra na cidade russa de Sochi com vitória. A ucraniana -a menor das irmãs Muzychuk- venceu de forma brilhante a Humpy Koneru, cor-tando assim uma racha de seis vitórias seguidas da indiana, que agora está obrigada a ganhar o próximo jogo para continuar na competição. Já a chinesa venceu de pretas a Natalija Pogonina em um final técnico de torre e bispo de cor diferente por lado. Os outros dois jogos finalizaram empatados: com alguma luta no caso de Pia Cramling - Anna Muzy-chuk, e em poucos lances a partida entre Meri Arabidze e Harika Dronavalli. A indiana, que leva brancas na segunda partida, deve procurar a vitória dada a diferencia de elo. A russa, entretanto, parece estar seguindo a estratégia de Grischuk no torneio de Kazan 2010: levar o jogo ao desempate de rápidas e blitz, onde se sente mais confiante.

Muzychuk,Mariya (2526)
Koneru,Humpy (2581)
Sochi RUS (4.1), 26.03.2015
(Resumo extraído dos comentários do MI Luis Rodi para Xadrez Diário)

1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.d4 exd4 4.Cxd4 Bc5 5.Be3 Df6 6.c3 Cge7 

Uma tabiya da Escocesa. Agora 6.Bc4 é por longe a linha principal, porém o lance de Muzychuk é a segunda opção, e apresenta estatísticas algo melhores

7.g3!? d5 8.Bg2 dxe4 9.0–0 

A imediata 9.Cd2 é uma importante alternativa. Um exemplo é 9...Bb6 10.Cxe4 Dg6 11.0–0 0–0 12.Cc5!? Cxd4 13.Bxd4 Cc6 14.Te1 Cxd4 15.Dxd4 c6 16.a4 a5 17.De5 h6 18.Tad1 Bg4 19.Td2 Bxc5 20.Dxc5 Tfe8= Smeets - Kramnik, Holanda tt 2007

9...0–0 10.Cd2 Bb6 11.Te1!? 

11.Cxe4 é a mais usual aqui, e a escolha de uma das autoridades nesta abertura, o grande mestre Rublevsky. No entanto, as pretas têm estatísticas favoráveis com este lance, enquanto a situação é inversa no caso do lance da ucraniana. Neste nível, é bom as vezes fugir da teoria mais trilhada, na tentativa de surpreender ao adversário

11...Cxd4 12.Cxe4 Df5N 

12...Dg6 13.Bxd4 Cc6 (Ivanchuk - Leko, Morelia 2007)

13.Bxd4 Cc6 14.Bxb6 axb6 15.f4 Be6

As peças ativas das pretas e a coluna a são compensação adequada pelo ligeiro deterioro estrutural

16.b3 h6 17.h3 Ta3! 18.Dd2 Da5 19.b4 Da4 

As pretas estão vencendo a batalha na ala de dama. para não perder a guerra, as brancas devem realizar alguma reação no setor oposto, utilizando a sua vantagem de espaço

20.g4! Td8 21.Df2 Txa2 22.Txa2 Bxa2 23.b5 Ca7!? 

Algo ambiciosa. A alternativa é dirigir esta peça ao centro, de forma de poder, no caso preciso, colaborar na defesa do seu rei; 23...Ce7! 

24.g5 hxg5 25.Cxg5 

Com a cristalina ameaça Dh4 e outra mais oculta que as pretas perdem

25...f6? 

25...Td1 era necessária, tirando as possibilidades de ataque direto às brancas. A posição é equilibrada no caso de 26.Dh4 Txe1+ 27.Dxe1 



26.Dd2! 

Explorando o conhecido tema tático da fraqueza da oitava fileira. As pretas, de forma surpreendente, estão sem defesa

26...Tf8 27.Bd5+ Bxd5 28.Dxd5+ Rh8 29.Df7! 


Um brilhante arremate

1–0



quarta-feira, 25 de março de 2015

Natalija Pogonina, Meri Arabidze e Harika Dronavalli classificaram no desempate


Natalija Pogonina, Meri Arabidze e Harika Dronavalli classificaram à quarta fase do torneio após superar suas adversárias no desempate de partidas rápidas -nesta oportunidade não se necessitaram jogos em ritmo blitz-. Pogonina mudou sobre um antecedente do match mais recente entre Carlsen e Anand e obteve uma importante vitória de pretas sobre Marie Sebag (foto), vencendo também com as peças brancas. Arabidze venceu de pretas a Viktorija Cmilyte em partida que começou a se volcar no seu favor nas manobras de meio jogo. Na revanche, Cmilyte teve par de bispos e peão a mais mas não pudo impor a vantagem e acabou empa-tando. Por último, Harika Dronavalli não obteve muito da sua posição de brancas na primeira partida, porém no final de torre que surge uma série de graves erros de Alexandra Kosteniuk -começando com 35...Ta3?- conduz às pretas á derrota. Na segunda aprtida Kosteniuk estava obrigada a vencer, mas não somente não tirou vantagem da Francesa Tarrasch acontecida, mas ainda teve que lutar um meio-jogo inferior. Depois de algumas aventuras a partida chegou a uma posição de empate morto com torre e peão cavalo para Kosteniuk contra torre.
Os duelos dos quartos de final: Humpy Koneru - Mariya Muzychuk; Meri Arabidze - Harika Dronavalli; Natalija Pogonina - Zhao Xue e Pia Cramling - Anna Muzychuk.

terça-feira, 24 de março de 2015

Sexta vitória consecutiva de Koneru


Mundial feminino: emocionante jornada a da segunda partida da terceira rodada, com a ex-campeã mundial Alexandra Kosteniuk se recuperando da derrota prévia ante Harika Dronavalli -em ambos os casos as vitórias foram levando as peças pretas-, Pia Cramling classificando após empatar ante Gunina em jogo onde teve a melhor parte, Humpy Koneru (foto) obtendo a sua sexta vitória consecutiva e Mariya Muzychuk eliminando à ex-campeã mundial Antoaneta Stefanova. A sua irmã Anna confirmou o favoritismo vencendo a Lela Javakhishvili e também passa à quarta rodada, assim como a chinesa Zhao Xue, a quem alcançou o empate ante Khotenashvili. Natalija Pogonina equilibrou o placar ao vencer a Marie Sebag e, como Kosteniuk, vai ao desempate. A estes dois se soma o do match entre Cmilyte e Arabidze, que teve suas dois partidas empatadas. 
Alguns dos duelos de quartos de final já se conhecem: a principal favorita, Humpy Koneru, entrenta à ascendente Mariya Muzychuk, enquanto Anna Muzychuk terá na frente à sueca Pia Cramling. Para os otros encontros, há que esperar o desempate

segunda-feira, 23 de março de 2015

Duas ex-campeãs mundiais obrigadas a ganhar


Sochi: A sueca Pia Cramling (foto) deu a surpresa da terceira rodada ao vencer de forma justa a Valentina Gunina, que era previamente uma das favoritas. O jogo se realizou nas trilhas da Eslava Clássica, e Cramling demonstrou conhecer melhor os temas da linha seguida. A primeira pré-classificada, a indiana Humpy Koneru, segue com a série de vitórias: obteve a sua quinta consecutiva ante Alisa Galliamova e está a um passo de classificar à seguinte fase. A ucraniana Mariya Muzychuk obteve uma importante vitória de pretas ante a ex-campeã mundial Antoaneta Stefanova, o que obriga a búlgara a ter que tentar uma vitória de pretas no jogo de hoje. No duelo mais interessante da rodada, Harika Dronavalli toma a liderança após vencer -também com as peças pretas- à ex-campeã mundial Alexandra Kosteniuk em uma Francesa Winawer.

domingo, 22 de março de 2015


Mundial feminino: hoje foi jornada de desempates, se registrando vitórias das favoritas na grande maioria dos casos, com somente uma exceção: Anna Ushenina perdeu ante Marie Sebag o desempate de rápidas pela mínima diferencia, após perder a primeira partida da série pela regra de tolerância zero: sim, a ex-campeã mundial chegou tarde à sala de jogo. Na segunda partida (foto) Ushenina precisava vencer, mas não passou do empate e ficou eliminada. O duelo mais longo foi o que susteve a georgiana Bela Khotenashvili com a chinesa Huang Qian, que se definiu na segunda série de partidas em ritmo de blitz.
A terceira rodada, desde amanhã, apresenta duelos interessantes, como os de Mariya Muzychuk com Antoaneta Stefanova, Humpy Koneuro com Alisa Galliamova e Alexandra Kosteniuk com Harika Dronavalli.

sábado, 21 de março de 2015

Sochi: avançam favoritas; Pogonina da a surpresa


Mundial feminino: a principal surpresa da segunda rodada foi a derrota da segunda pré-classificada da prova, a chinesa Ju Wenjun, ante a russa Natalija Pogonina (foto). América Latina fica sem repre-sentantes após a derrota de Yaniet Marrero ante Meri Arabidze. Humpy Koneru, Anna Muzychuk, Viktorija Cmilyte, Valentina Gunina e Alexandra Kosteniuk respondem ao seu favoritismo e passam à terceira rodada com certa facilidade. Cinco duelos -entre eles os das ex-campeãs mundiais Antoaneta Stefanova e Anna Ushenina- vão aos desempates de rápidas. A rodada teve a presencia do presidente da FIDE, Kirsan Ilyumzhinov, e do Primeio Ministro da Rússia, Dmitry Medvedev.

terça-feira, 17 de março de 2015

Fier compartilha segundo lugar em Reykjavik


A falta de uma rodada, o grande mestre brasileiro Alexandr Fier está entre os jogadores que compartilham a segunda colocação no tradicional aberto de Reykjavik. A capital da Islândia é famosa por ter albergado, no ano 1972, a final do campeonato mundial entre Boris Spassky e Robert Fischer.
Depois de nove rodadas e ainda por se realizar a décima, o grande mestre holandês Erwin L´Ami já é campeão, com ponto e meio a mais que os nove mestres que compartilham a segunda colocação.
Fier está tendo uma boa atuação, chegando incluso a vencer ao tcheco David Navara, um dos melhores enxadristas do mundo, de pretas.