domingo, 27 de janeiro de 2013

Brasil empata com Uruguai

Brasil não passa do empate ante Uruguai, mas ainda conserva o segundo lugar no Panamericano por equipes que se realiza na cidade de Campinas.
O time anfitrião escalou Milos, El Debs, Di Berardino e Matsuura. Todos eles empataram seus jogos -ante Rodriguez, Roselli, Rivera e Izquierdo respetivamente-. A equipe celeste vinha fechando a tabla de posições sem unidades e com somente dois empates em doze jogos, mas ontem seus integrantes fizeram valer a sua experiencia e surpreenderam ao dividir os pontos com a equipe brasileira que era clara favorita.
Apesar do resultado, Brasil mantem a segunda colocação na prova, fruto da sensacional vitória contra Cuba pela rodada 3. Os cubanos, nesta quarta rodada, empataram com Estados Unidos, que mantem uma cômoda liderança.
Posições: 1. EEUU 7; 2. Brasil 5; 3. Cuba 3; 4. Uruguai 1
Hoje, pela rodada 5, se enfrentam Brasil - EEUU e Cuba - Uruguai

sábado, 26 de janeiro de 2013

Brasil vence a Cuba no Pan!


Uma grande vitória ante uma das potencias do continente obteve a equipe brasileira que participa da nona edição do Panamericano por equipes que se realiza na cidade de Campinas, já que venceu ao segundo pré-classificado, Cuba, pleo placar de 2,5 x 1,5 (vitória do grande mestre Everaldo Matsuura).
Nos tabuleiros 1 e 2 Henrique Mecking (foto) e Gilberto Milos asseguraram às estrelas cubanas Leinier Dominguez e Lázaro Bruzon respetivamente (os dois com acima de 2700 elo) com sendas divisões do ponto, enquanto Felipe El Debs fez o mesmo no terceiro tabuleiro contra Yuniesky Quesada. Matsuura obteve a vitória no tabuleiro 4 sobre Ortiz Suárez.
No outro match da jornada, os Estados Unidos venceram 4 x 0 a Uruguai. Destaque para a bonita vitória de Alexander Onischuk sobre nosso amigo Andrés Rodriguez.
Finalizada a primeira volta do torneio, Estados Unidos lidera com seis pontos, seguido por Brasil (4), Cuba (2) e Uruguai (0).
O site oficial (resultados, jogos e mais) é www.panamericanoequipes.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Panamericano por equipes em Campinas


A 9a. edição do campeonato panamericano por equipes de xadrez tem lugar nessa cidade paulista, pelo sistema shuring a dupla volta com quatro times participantes: Estados Unidos -pela primeira vez na competição- Cuba, Brasil e Uruguai. Os dois primeiros são as principais potencias do continente, o time local conta com os grandes mestres Mecking, Milos, El Debs e Matsuura e o mestre internacional Di Berardino -uma forte representação- e a celeste forma com seus melhores enxadristas.
A prova, organizada pela Confederação Brasileira de Xadrez, é arbitrada pelo internacional Antonio Bento, com o também AI Elcio Mourão como adjunto. 
Disputadas duas rodadas, lidera a equipe estado-unidense após vencer os dois matches disputados contra Uruguai e Brasil.
O site oficial é: www.panamericanoequipes.blogspot.com.br/

Resultados da rodada 1

EEUU - Cuba 2½-1½
A. Onischuk - L. Dominguez ½-½
V. Akobian - L. Bruzon ½-½
Y. Quesada - R. Robson ½-½
S. Shankland - I. Ortiz Suarez 1-0

Brasil - Uruguai 3-1
H. Mecking - B. Roselli ½-½
F. El Debs - M. Larrea 1-0
D. Di Berardino - D. Rivera 1-0
E. matsuura - D. Izquierdo ½-½

Resultados da rodada 2

EEUU - Brasil 3-1
A. Onischuk - H. Mecking ½-½
V. Akobian - G. Milos ½-½
A. Lenderman - F. El Debs 1-0
S. Shankland - D. Di Berardino 1-0

Cuba - Uruguai 4-0
L. Dominguez - A. Rodriguez 1-0
L. Bruzon - B. Roselli 1-0
Y. Quesada - M. Larrea 1-0
I. Ortiz Suarez - D. Rivera 1-0

Posições
Por pontos/match (total pontos)
1. EEUU (5½) 4; 2-3. Cuba (5½), Brasil (4) 2; 4. Uruguai (1) 0

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Domínio de Carlsen em Wijk aan Zee



Magnus Carlsen adicionou mais vitórias nas últimas duas rodadas para consolidar a sua liderança -os mais imediatos seguidores estão um ponto e meio abaixo-. A sua atuação é extraordinária; para achar exemplos comparáveis temos que citar Alekhine em San Remo 1930, o Fischer dos campeonatos estado-unidenses ou o Kasparov dos melhores tempos, quando a dúvida era somente quem ficaria com a segunda colocação. Parece difícil que com semelhante margem se lhe escape o primeiro lugar na cita holandesa, sobretudo porque o jogo por ele mostrado não permite sequer imaginar como isso seria possível.
O norueguês está em caminho de bater outro record de Kasparov, após ultra-passa-lo no rating elo: o Ogro de Bakú ganhou esta prova com 10/13 em 1999. Para alcançar esse resultado Carlsen precisa fazer dois pontos nos três jogos que restam, um cenário possível.
Tudo dito, vamos nos concentrar então nos grandes mestres que lutam pela segunda colocação, a qual compartilham realizadas dez rodadas. Eles são Viswanathan Anand, Levon Aronian e Hikaru Nakamura (foto).
O bom começo do campeão mundial parecia presagiar uma excelente atuação, sobretudo após a maravilhosa vitória contra Aronian. No entanto, uma sucessão de empates deixou Anand fora da luta pelo primeiro lugar (é que Carlsen está intratável) e, mais preocupante, longe de manter a boa impressão causada nas primeiras rodadas. O Anand dos últimos tempos parece ter perdido a motivação para lutar neste tipo de torneios, onde o excesso de empates lhe acaba privando das possibilidades de vencer. Isso, claro, não acontece nos matches -com o título de campeão mundial em jogo-, onde os empates têm um valor diferente. E ainda assim, a grande qualidade do seu jogo faz ele se destacar e permanecer nos primeiros lugares. O tigre de Madras pode cochilar, porém quando acorda com vontade de jogar é temível.
De Levon Aronian deve se destacar a grande recuperação que teve após um começo duvidoso e sofrer uma dura derrota -a citada contra Anand-. Seu xadrez parece simples, porém é de uma complexidade e beleza difíceis de apreciar para os não entendidos. Lances como o Bf3!! do seu jogo da rodada 10 contra Wang Hao fazem a diferencia -e são tão difíceis de prever como as entregas de Anand no jogo mencionado- e a sua grande técnica aparece quando os recursos prévios lhe outorgam a vantagem.
Hikaru Nakamura é o único que pode se atravessar no caminho de Carlsen, com quem se enfrenta -levando as pretas- na rodada 12. Como Aronian -em passant, seu adversário na rodada 11- o seu começo de torneio não foi brilhante, mas nos últimos dias foi recuperando posições até alcançar a segunda colocação. O importante deste processo é que a forma de obter bons resultados foi semelhante a exibida por Carlsen: zero preocupação pela abertura (isto é, sem jogar as linhas críticas dos esquemas de moda) e muito espírito de luta nas seguintes fases, ganhando os jogos desde posições equilibradas. Um exemplo recente disso é o seu jogo contra Caruana que, dito seja, parece não estar no seu melhor torneio.
Destaque final para Peter Leko, que vem mostrando seu tradicional jogo sólido com um plus de ambição que lhe permite se posicionar na quinta colocação junto com Sergey Karjakin.

O torneio B
A definição do torneio B está aberta, com cinco participantes com chances de vencer a prova e se transformar assim em sério candidato a participar da prova superior na próxima edição.
Os experimentados Sergey Movsesian e Arkady Naiditsch -os dois primeiros pré-classificados da prova- já têm muitos finais deste tipo nas suas costas. Ambos os mestres foram se consolidando com o correr das rodadas após começo regular. O mesmo pode-se dizer de Jan Smeets, o crédito local.
As revelações do torneio são os jovens Richard Rapport e Danil Dubov -que no 2012 surpreendeu apo se classificar à superfinal russa-. O húngaro teve um começo espetacular -5 em 6 com quatro vitórias consecutivas, entre elas sobre Tiviakov e Movsesian-, depois foi administrando mas sempre se manteve como um firme candidato. Dubov teve uma marcha mais regular mais sempre esteve nos primeiros lugares.
Decepcionaram Sergey Tiviakov e Roman Edouard. O primeiro teve um muito bom começo mas três derrotas consecutivas (!) o deixaram fora da luta pelo primeiro lugar. De forma semelhante ao veterano Jan Timman chegou compartilhar o primeiro lugar mas duas derrotas seguidas nas últimas rodadas relegaram ele.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os objetivos de Magnus

Entrevistado em Wijk aan Zee, o líder cômodo da prova expressou que tem ainda alguns objetivos após ter quebrado o record de Kasparov com seus 2861 elo (2859 foi a marca do Ogro de Bakú).
Carlsen declarou duas tarefas e lhe adicionaram outra, que consideradas não parecem menores a aquelas que o famoso herói da mitologia grega, Hércules, teve que enfrentar. Mas, como acontece com aquele semideus, também podemos esperar que Carlsen as realize!
* Ser campeão do mundo - Uma tarefa bem possível. Claro, há que ganhar o candidatura (atualmente pelo sistema de mini-matches) e depois o match contra o campeão mundial (hoje, o indiano Viswanathan Anand).
* Ultrapassar os 2900 elo - Esto já parece bem duro, mas a ideia de Magnus é ser o único ser humano na história em chegar nessa marca. O problema é que quanto mais pontos elo ele coleita, cada empate com seus colegas de 2700 o deixa perdendo unidades...
* Quebrar o recorde de Kasparov em Wijk aan Zee, torneio que ganhou com 10/13 no ano 1999. Magnus vai com 8 em 10, e parece perfeitamente possível que ao menos ele empate Kasparov fazendo 2/3 nos jogos que seguem. Os adversários que restam são Anish Giri (não no seu melhor torneio, mas já ganhou de Carlsen no mesmo cenário), o chinês Wang Hao e Hikaru Nakamura (que ainda oferece luta pelos primeiros lugares).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Carlsen desafia valor da abertura

Magnus Carlsen (esq) vence sem se preocupar demasiado pelo resultado da abertura...

Escreve o MI Luis Rodi

Mais quatro rodadas aconteceram desde o balanço feito previamente, alcançando um total de oito. Se a grande figura dessas primeiras quatro foi o campeão mundial Viswanathan Anand, o protagonista desta segunda série de jogos foi o número 1 do elo, Magnus Carlsen, que é o líder isolado da prova, com meio ponto a mais que o mestre indiano.
Carlsen consolidou a sua liderança após vencer em maratonica partida a Sergey Karjakin na última rodada. Como mencionara no anterior balanço, o norueguês ganha no meio jogo, sem se preocupar pelo resultado da abertura, fase na qual emprega diversas ideias com grande flexibilidade, porém não nas linhas críticas da grande teoria. Assim, no jogo citado ele empregou uma linha não muito ambiciosa da Reti -mas não sem veneno: a linha foi empregada com grande sucesso pelo russo Loginov- e os acontecimentos pareciam levar à divisão do ponto quando promediava o jogo. No entanto, algumas imprecisões de Karjakin permitiram primeiro um final algo melhor (torre e bispo por lado, estes últimos de diferente cor, sendo o de Carlsen mais ativo e agressivo) e depois uma forte iniciativa a través de uma interessante entrega de peão que, se tivesse sido bem respondida teria levado somente ao empate. Em apuro de tempo, o russo não achou a melhor continuação e acabou em uma posição desesperada com dois peões livres por lado -mais o material antes citado-. O detalhe é que o rei de Karjakin se achava no caminho dos peões e sob fogo cruzado das peças adversárias. Impossível resistir. Carlsen arrematou com elegância  utilizando a iniciativa para obter a passagem a um final de bispos ganho.
Os recursos de Carlsen são simplesmente extraordinários, e de certa forma revolucionam o xadrez, matando aquele conceito que assegura que estudo por-menorizado das aberturas é decisivo na sorte do jogo. Contra ele você pode equilibrar sem problemas na abertura após decorar toneladas de lances e... depois perder sem saber porque!
Os modernos mestres dão demasiada importância á abertura? Eles tem perdido a força prática em aquelas posições de meio jogo lutado e final sutil que exibiam mestres como Lasker Capablanca, Alekhine ou Botvinnik, por citar só uns poucos? O elo é maior (eu penso que fruto da inflação) porém o jogo é também maior? Conhece um top ten atual mais xadrez que o que conhece Ulf Andersson, Lajos Portisch ou Jan Timman? São os tempos de jogo mais rápidos os responsáveis deste enfoque onde a abertura tem a prioridade?
Boas perguntas, e cada enxadrista tem a sua própria opinião sobre o tema, que de qualquer jeito é interessante na hora das conversas.
Em Wijk aan Zee, Carlsen está mostrando que não depende de memorizar variantes de abertura, e que desde uma posição equilibrada pode jogar a ganhar utilizando recursos típicos de meio jogo -por exemplo, incremento de pressão quando o adversário está com pouco tempo-. 
No segundo lugar, o campeão mundial espera por uma chance. Anand vem mostrando um bom xadrez -o seu melhor nos últimos meses- e está somente a meio ponto abaixo de Carlsen.
Destaque para a recuperação de Levon Aronian, após um começo ruim. E para o espírito de luta de Hikaru Nakamura, que compartilha a terceira colocação com o mestre armênio.

Estadual Popular - Verão

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Faltam poucos dias para a realização do estadual Popular - Verão da Federação de Estado de Rio de Janeiro (Fexerj)!
A prova vai ter lugar entre os dias 2 e 3 de fevereiro nas instalações da Associação Scholem Aleichem (Rua São Clemente 155, fundos, Botafogo – Rio de Janeiro – Próximo ao metrô de Botafogo) e vai repartir 3.000 reais em premios.
O tempo de reflexão para cada jogador por jogo é de uma hora, se disputando o torneio pelo sistema suíço em seis rodadas.
Mais informação no site da Fexerj: www.fexerj.org.br/